segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O QUE É CONSCIÊNCIA SOCIAL?

O QUE É CONSCIÊNCIA SOCIAL?
             Alguns valores podem ser percebidos e postos em prática, mesmo sem uma definição que circunscreva seus limites e sentido. Podem também existir latentes, de forma inconsciente, e vir à tona quando a oportunidade se apresenta. Esse é o caso, a meu ver, de algo que alguns chamam de 'consciência social', embora se fale muito a seu respeito como algo relativamente recente e praticado de forma ativa e deliberada.
            Qualquer definição é limitada e até certo ponto imprecisa  por buscar exprimir em palavras, sob um ponto de vista subjetivo, a essência de algo, caracterizando-o e diferenciando-o de todo o resto. Assim mesmo, tentemos fazê-lo. Consciência social está relacionado à percepção do conjunto social e de tudo o que possa afetá-lo, e a outros valores como solidariedade, responsabilidade, cooperação, sentimento de pertencimento, capacidade de reflexão e cognição da realidade. 
            A partir do desenvolvimento da capacidade de nos percebermos e enxergarmos no mundo, nos damos conta mais e mais do coletivo e de nossa interação com este e com cada próximo.  "Nenhum homem é uma ilha", dizia o poeta inglês John Donne no século XVI, seguindo os passos de Aristóteles que estabeleceu no séc. IV a.c. que o homem é, por natureza, um ser político (no sentido da 'polis', ou seja: social). A partir do nosso núcleo básico que é o familiar, desenvolvemos outras 'famílias', filiações e empatias. Quando conseguimos nos compreender e ver como partes atuantes em um contexto muito mais amplo, o conjunto dos seres humanos em suas múltiplas interações e, em última análise, o conjunto dos seres vivos e o próprio universo natural, teremos desenvolvido nossa consciência social e percepção planetária.
            Vale dizer com isso, na prática, que desenvolver a capacidade de enxergar o próximo e o todo, com suas peculiaridades e especificidades, e a vontade de participar de maneira ativa para ajudar na compreensão de problemas e busca de soluções para todos é o caminho para o desenvolvimento da consciência social que todos temos em maior ou menor escala.
Flávio B.Prieto
 
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

VOTOS NATALINOS

A TODOS OS VISITANTES DO BLOG, ESTES SÃO OS NOSSOS VOTOS - E UM MUNDO COM MAIS PAZ E JUSTIÇA SOCIAL!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O QUE É O MERCADO?



O QUE É O MERCADO?
                   É comum, quando alguém precisa de um bem ou serviço e o encontra a preço relativamente caro, dizerem que estão apenas cobrando o ‘preço de mercado’ – mas o que é mesmo o tal do mercado e como se formam realmente os preços? A conclusão a que se chega logo é que, embora se possa falar em mercado sujeito a determinadas leis, não existe um organismo autônomo e dotado de vida e vontade próprias que atenda por esse nome.
                   O que se costuma chamar de ‘mercado’, por alusão ao local físico onde se compram e vendem ou trocam produtos, é o conjunto da economia em relação a um determinado setor, ou sua totalidade. Quando se diz, então, que o ‘mercado’ vende determinada mercadoria ou serviço ao preço “X”, o que se quer dizer é que esse é o preço praticado por João, Pedro, Maria ... ou seja, pela maioria dos fornecedores daquele bem. Mas quem são João, Pedro e Maria? São pessoas e empresas formadas por pessoas    e é em última análise de escolhas individuais e pessoais, sob determinadas condições, que se forma o ‘preço médio’ ou ‘preço de mercado’.
                 Quem cursa uma faculdade de Economia lá estuda uma disciplina chamada ‘Microeconomia’, que trata justamente do estudo das relações entre fornecedores e consumidores atuando em mercados onde vigoram o monopólio, oligopólio ou livre concorrência, e as respectivas regras de formação de preço. Regras econômicas não são regras éticas ou morais, são apenas as normas gerais que, acredita-se, regem mercados. Baseiam-se, em geral, na famosa lei da oferta e da procura, fundada na maior ou menor escassez e necessidade de um bem e na maior ou menor concentração de fornecedores e consumidores.
               Quanto mais abundante e mais pulverizada a oferta, em termos de fornecedores, menor será o preço. O inverso também é verdadeiro: quanto menor e menos pulverizada a oferta, maior a possibilidade de preços altos. E quanto maior a procura, maior o preço, e vice-versa. No monopólio, o monopolista manda. No oligopólio, um grupo de oligopolistas manda. Na livre concorrência, a variação do preço seria proporcional apenas ao equilíbrio entre quantidade ofertada e procurada e seu valor, no limite, aos custos envolvidos na produção e distribuição ... mas será que existe de fato livre concorrência? Essa questão é relevante porque além dos cartéis de produtores temos os de distribuidores que, ao invés de competirem entre si, como propugnam os defensores do liberalismo, muitas vezes combinam divisões do mercado e preços, os quais também podem ser fixados em determinados patamares por acordos tácitos, estabelecendo faixas de lucratividade irreais e que nada têm a ver com regras econômicas gerais.
             Além da questão da maior ou menor escassez e da concentração do mercado, há também a questão da essencialidade. Um bem ou serviço pode ser essencial ou supérfluo. Quanto mais supérfluo, mais o preço pode variar de acordo com fatores ocasionais como promoções, propaganda e moda. Inversamente, quanto mais essencial, mais estável deverá ser o preço, afetável apenas por aumento da escassez ou surtos de procura. 
                Mesmo nas economias planificadas existe mercado? Sim. Além das mercadorias e serviços terem um preço ou valor de troca, existe também o mercado externo no qual esses países são obrigados a interagir, já que nenhum país do mundo é totalmente autossuficiente ou autógeno. No mercado se trocam bens, serviços e força de trabalho. Dependendo da necessidade real ou imaginária de um bem, serviço ou tipo de mão de obra, seu valor variará e seu custo ou retribuição serão diferenciados. A moeda é, em ambos os sistemas, um modo de se calcular o valor desses bens econômicos e, na maioria dos casos, a forma principal de estabelecer liquidez e trocas. Além disso, existem o mercado formal e o informal.
                  O que se pode fixar e concluir disso tudo? Em linhas gerais, que o que se chama de ‘mercado’ é um conjunto não homogêneo de pessoas, bens e relações de troca e de trabalho, que são regidas tanto por normas objetivas quanto subjetivas. Leis trabalhistas são leis objetivas, seu cumprimento, no entanto, é subjetivo. Oferta, procura e preço de equilíbrio são formulações teóricas para tentar explicar o comportamento do mercado, mas muitas vezes falham em explicar o sobrepreço e a exploração humana, os quais não se justificam nem por critérios matemáticos e, muito menos, sociais.  É importante também salientar que mercado somos todos nós, todos atuamos nele em cada uma de nossas escolhas econômicas, sempre que temos alguma escolha, lógico. E para que não sejamos somente mercadores, é preciso que tenhamos consciência social.
Flávio B.Prieto 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

JUNTOS E MISTURADOS TAMBÉM EM 2014?

PARTICIPAMOS DE PASSEATAS COXINHAS, MAS NÃO SOMOS COXINHAS!!!
('ESTAMOS NA SAUNA GAY, MAS NÃO SOMOS GAYS', DIRIA BUSSUNDA ... )




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

REALMENTE, A CULPA É DO GOVERNO ... (AQUI E NA ARGENTINA, AUSTRÁLIA, EUROPA)




 
(ACIMA: FOTOS DE INUNDAÇÕES RECENTES NA EUROPA, ARGENTINA E AUSTRÁLIA)


http://en.wikipedia.org/wiki/2010%E2%80%9311_Queensland_floods (Austrália/2011 e 2013 - 6 mortes registradas em 2013)

http://en.wikipedia.org/wiki/2013_European_floods (Europa/2013 - 25 mortes registradas)
 
Obs.: A rigor, seguindo a lógica coxinha, não poderia mais haver Copa do Mundo em lugar algum: todos os anos há inundações com mortos nos locais citados e no resto do mundo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

HERÓIS, TRAIDORES E TIRANOS

INCONFIDÊNCIA MINEIRA - 1789
Carta-denúncia de Joaquim Silvério dos Reis:
 
Ilmo. e Exmo. Sr. Visconde de Barbacena

Meu Senhor: - Pela forçosa obrigação que tenho de ser leal vassalo à nossa Augusta Soberana, ainda apesar de se me tirar a vida, como logo se me protestou na ocasião em que fui convidado para a sublevação que se intenta, prontamente passei a pôr na presença de V. Exa. o seguinte:
 
Em o mês de fevereiro deste presente ano; vindo da revista do meu Regimento, encontrei no arraial da Laje o Sargento-Mor Luís Vaz de Toledo; e falando-me em que se botavam abaixo os novos Regimentos, porque V. Exa. assim o havia dito, é verdade que eu me mostrei sentido e queixei-me ao sargento-mor: me tinha enganado, porque em nome da dita Senhora se me havia dado uma patente de coronel, chefe do meu Regimento, com o qual me tinha desvelado em o regular e fardar, e muita parte à minha custa e que não podia levar à paciência ver reduzido à inação o fruto do meu desvelo, sem que eu tivesse faltas do real serviço; e juntando mais algumas palavras em desafogo da minha paixão. Foi Deus servido que isso acontecesse para se conhecer a falsidade que se fulmina.
 
No mesmo dia viemos dormir à casa do Capitão José de Resende; e chamando-me a um quarto particular, de noite, o dito Sargento-Mor Luís Vaz, pensando que o meu ânimo estava disposto para seguir a nova conjuração pelos sentimentos e queixas que me tinha ouvido, passou o dito sargento-mor a participar- me, debaixo de todo o segredo, o seguinte:

Que o Desembargador Tomás Antônio Gonzaga, primeiro cabeça da conjuração, havia acabado o lugar de ouvidor dessa Comarca, e que, isto posto, se achava há muitos meses nessa vila, sem se recolher a seu lugar da Bahia, com o frívolo pretexto de um casamento, que tudo é idéia porque já se achava fabricando leis para o novo regime da sublevação que se tinha disposto da forma seguinte:

Procurou o dito Gonzaga o partido e união do Coronel Inácio José de Alvarenga e do Padre José da Silva e Oliveira, e outros mais, todos filhos da América, valendo-se para seduzir a outros do Alferes (pago) Joaquim José da Silva Xavier; e que o dito Gonzaga havia disposto da forma seguinte: que o dito Coronel Alvarenga havia mandar 200 homens pés-rapados da Campanha, paragem onde mora o dito Coronel; e outros 200, o dito Padre José da Silva; e que haviam de acompanhar a este vários sujeitos, que já passam de 60, dos principais destas Minas; e que estes pés-rapados, haviam de vir armados de espingardas e facões, e que não haviam de vir juntos para não causar desconfiança; e que estivessem dispersos, porém perto da Vila Rica, e prontos à primeira voz; e que a senha para o assalto haviam ser cartas dizendo tal dia é o batizado; e que podiam ir seguros porque o comandante da Tropa Paga, tenente-coronel Francisco de Paula, estava pela parte do levante e mais alguns oficiais, ainda que o mesmo sargento-mor me disse que o dito Gonzaga e seus parciais estavam desgostosos pela frouxidão que encontravam no dito comandante e que, por essa causa, se não tinha concluído o dito levante.
 
E que a primeira cabeça que se havia de cortar era a de V.Exa. e depois, pegando-lhe pelos cabelos, se havia de fazer uma fala ao povo que já estava escrita pelo dito Gonzaga; e para sossegar o dito povo se havia levantar os tributos; e que logo passaria a cortar a cabeça do Ouvidor dessa vila, Pedro José de Araújo, e ao Escrivão da Junta, Carlos José da Silva, e ao Ajudante-de-Ordens Antônio Xavier; porque estes haviam seguir o partido de V. Exa. e que, como o Intendente era amigo dele, dito Gonzaga, haviam ver se o reduziam a segui-los; quando duvidasse, também se lhe cortaria a cabeça.
 
Para este intento me convidaram e se me pediu mandasse vir alguns barris de pólvora, o que outros já tinham mandado vir; e que procuravam o meu partido por saberem que eu devia a Sua Majestade quantia avultada; e que esta logo me seria perdoada; e quê, como eu tinha muitas fazendas e 200 e tantos escravos, me seguravam fazer um dos grandes; e o dito sargento-mor me declarou vários entrados neste levante; e que se eu descobrisse, se me havia tirar a vida como já tinham feito a certo sujeito da Comarca de Sabará. Passados poucos dias fui à Vila de São José, aonde o vigário da mesma, Carlos Correia, me fez certo quanto o dito sargento-mor me havia contado; e disse-me mais: que era tão certo que estando o dito pronto para seguir para Portugal, para o que já havia feito demissão da sua igreja a seu irmão, o dito Gonzaga lhe embaraçara a jornada fazendo-lhe certo que com brevidade cá o poderiam fazer feliz, e que por este motivo suspendera a viagem.

Disse-me o dito Vigário que vira já parte das novas leis fabricadas pelo dito Gonzaga e que tudo lhe agradava menos a determinação de matarem a V. Exa. e que ele, dito Vigário, dera o parecer ao dito Gonzaga que mandasse antes a V. Exa. botá-lo do Paraibuna abaixo e mais a Senhora Viscondessa e seus meninos, porque V. Excia. em nada era culpado e que se compadecia do desamparo em que ficavam a dita senhora e seus filhos com a falta de seu pai; ao que lhe respondeu o dito Gonzaga que era a primeira cabeça que se havia de cortar porque o bem comum prevalece ao particular e que os povos que estivessem neutros, logo que vissem o seu General morto, se uniriam ao seu partido.

Fez-me certo este Vigário, que, para esta conjuração, trabalhava fortemente o dito Alferes Pago Joaquim José, e que já naquela comarca tinha unido ao seu partido um grande séquito; e que cedo havia partir para a capital do Rio de Janeiro a dispor alguns sujeitos, pois o seu intento era também cortar a cabeça do Senhor Vice-Rei; e que já na dita cidade tinham bastante parciais.

Meu senhor, eu encontrei o dito Alferes, em dias de março, em marcha para aquela cidade, e pelas palavras que me disse me fez certo o seu intento e do ânimo que levava; e consta-me, por alguns da parcialidade, que o dito Alferes se acha trabalhando este particular e que a demora desta conjuração era enquanto se não publicava a derrama; porém que, quanto tardasse, sempre se faria.

Ponho todos estes tão importantes particulares na presença de V. Exa. pela obrigação que tenho de fidelidade, não porque o meu instinto nem vontade sejam de ver a ruma de pessoa alguma, o que espero em Deus que, com o bom discurso de V. Exa., há de acautelar tudo e dar as providências sem perdição de vassalos. O prêmio que peço tão somente a V. Exa., é o rogar-lhe que, pelo amor de Deus, se não perca a ninguém.

Meu senhor, mais algumas coisas tenho colhido e vou continuando na mesma diligência, o que tudo farei ver a V. Exa. quando me determinar. Que o céu ajude e ampare a V. Exa. para o bom êxito de tudo. Beijo os pés de V. Exa., o mais humilde súdito.

Joaquim Silvério dos Reis, Coronel de Cavalaria dos Campos Gerais.

Borda do Campo, 11 de abril de 1789.
 
(Nota: Em 29 de janeiro de 1790, o delator Joaquim Silvério dos Reis é libertado da prisão na Ilha das Cobras, sendo posteriormente recompensado com o perdão das dívidas, uma pensão vitalícia, um cargo público em Minas Gerais, uma mansão e condecorações)
 
 
Joaquim Silvério dos Reis
 
Obs. Facsímile da carta de Silvério, disponível em: http://www.novomilenio.inf.br/festas/mineira2.htm

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

REALMENTE É VERGONHOSO, FAUSTO SILVA!!!


JOELHOS, COSTELAS E VÉRTEBRAS FRATURADOS:
NÃO ADIANTA PÔR GELOL E NEM HIPOGLÓS QUE NÃO PASSA!!!
(E NEM TENTAR ESCONDER A CORRUPÇÃO COM TAMPAX )

(Nota: procurada, a Globo disse desconhecer o problema citado no Blog O Dia)

 


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

HOMENAGEM A MANDELA (REPUBLICADO)

Um grande líder está enfermo. Nelson Rolihlahla Mandela, valente guerreiro xhosa, líder de seu povo na luta pelo fim do apartheid e por uma África do Sul mais justa e inclusiva, luta agora contra um inimigo imponderável. Ele, que enfrentou 27 anos seguidos de cárcere, para depois ser eleito o primeiro presidente negro de seu país - cuja maioria da população, como ele, é negra - agora enfrenta a batalha na qual sempre se acaba sucumbindo ao final: a da existência. Não importa, pois em seus 95 anos, até aqui, de vida proveitosa, cultivou utopias e ajudou a promover grandes mudanças para seu povo e para o mundo. Nascido no país dos diamantes, foi treinado para ser um chefe tribal, mas rejeitou essa vida mais fácil e tranquila para estudar e trabalhar como advogado, passando a defender as minorias. Logo foi chamado por Walter Sisulu para fazer parte do Congresso Nacional Africano (CNA), formando ali, junto com outros líderes como Oliver Tambo, uma liga juvenil, a ANCYL. Preso várias vezes por sua militância política, Mandela acaba tendo a função de organizar e dirigir o braço armado do CNA, devido à radicalização do regime, o que lhe valeria 27 anos consecutivos de cárcere a partir de 1964 até 1990. Mesmo dentro da prisão, consegue tornar-se um importante interlocutor político com o governo no processo de desmonte do apartheid que havia se iniciado na década de 40. Sai da prisão em 1990 fortalecido e reconhecido como um grande líder. Apesar da tentativa do Inkatha, de Buthelezi,





de boicotar o processo de transição e incendiar o país, Mandela é eleito em 1994 e governa o país até 1999, elegendo seu sucessor e promulgando uma nova constituição. Seu maior mérito foi provar que era possível um país onde todos convivessem sem relação de subordinação legitimada e sem apartheid. A despeito da persistência das diferenças sociais imensas e de certa manutenção de racismos de lado a lado, Mandela foi um grande líder e um marco para todas as futuras gerações. Viva Mandela! Saúde, Madiba!
 
REST IN PEACE, MANDELA!
1918-2013
 

UNIDOS VENCEREMOS - ISOLADOS SOMOS PRESAS FÁCEIS

LATINOAMERICA: LA PATRIA GRANDE DE BOLÍVAR!